Uma aventura em Paris

Esta foi uma grande experiencia vivida pela jovem Julia. Uma viagem dos sonhos para qualquer um; conhecer Páris. Vamos juntos neste aventura contada com suas próprias palavras.

14 de janeiro de 2018, 10h30, Aeroporto Internacional Salgado Filho, Porto Alegre. Eu estava muito feliz! Primeiro voo, primeira viagem internacional. Não estava ansiosa, mas minhas expectativas eram de que tudo seria bom, até os contratempos, e de fato, foram.

Paris é o sonho de consumo de muita gente, mas nunca foi o meu. Gosto de lugares onde a natureza predomina, e Paris me remetia à grifes, somente. A viagem foi organizada pela escola de idiomas onde eu estudava e dava aula, mas por causa de complicações com o visto para o Canadá, nossos planos tiveram que ser alterados. Depois de reuniões e ideias, e propostas, e prós e contras, eis nosso destino: a cidade luz.

Fiquei 15 dias, estudei inglês, conheci muitos lugares. Fiz o tour pela cidade, parte em grupo (com o pessoal da escola de idiomas), parte sozinha. Sempre gostei de explorar as coisas sozinha. Visitei o Louvre, gigantesco, maravilhoso, o museu d’Orsay, lindo, aconchegante, a famosíssima Torre Eiffel, com uma vista de tirar o fôlego, além de várias praças, parques, centros comerciais e catedrais.  A cidade respira história. Acontecimentos mundialmente marcantes estão registrados lá, não é à toa que o lugar abriga mais de 140 museus.

A cidade em si é escura. Claro, fomos no inverno e dos 15 dias por lá, 12 choveram, 1 nublou e em 2 nós vimos o sol dando o “ar da graça”, depois de quase esquecermos como ele era. Mas os altos prédios também ajudam a formar uma barreira contra a luz. Portanto, tem lâmpadas e luzinhas em todo lugar, e por isso a cidade brilha.

Nunca ouvi tantas línguas diferentes faladas ao mesmo tempo. Lá, em todos os pontos turísticos tive essa experiência, principalmente, na Torre, onde visualizei uma espécie de torre de Babel. Uma torre lotada de gente, conversando, dando risadas e tirando fotos. Mas, enquanto um passa falando alemão, o cara na sua direita fala espanhol, o da frente, italiano, a família que pede pra você tirar foto dela é coreana, o casal de namorados ali perto é americano, a moça na sua direita, paquistanesa e assim por diante. E a sensação assustadora e maravilhosa que se tem, é que, claramente somos estrangeiros, longe de casa, mas não somos os únicos. Que somos extremamente diferentes em cultura, jeito, língua, nação, mas nossa essência é exatamente a mesma, o amor do Criador.

Nos dois sábados que estive em Paris fui à Igreja Adventista hispana, onde conheci gente muito querida, mais sérios do que estamos acostumados aqui, mas ainda assim, muito queridos. No segundo sábado, à tarde, conheci a Igreja Adventista de fala portuguesa, onde fui muito bem recebida. Nos dois lugares pude sentir algo novo, uma profunda emoção ao entender que aonde quer que eu vá, Deus tem um povo, que crê no mesmo que eu, que fala e prega a mesma mensagem, que estuda a mesma lição, que também sonha em povoar um lugar sem barreira, sem distância, sem saudade e sem dor. Nos cultos foi onde eu me senti em casa, na casa do meu Pai, junto com meus irmãos.

Nunca esquecerei essa aventura, muitos detalhes ficaram ocultos, mas tudo que vivi lá ultrapassariam muito as palavras desta simples narrativa. Senti o cuidado e a providência de Deus em cada detalhe, voltei com uma bagagem linda de histórias e amizades, e aprendi que Ele realiza muito mais  daquilo que podemos sonhar.