Uma obra de toda vida

Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor. – II CORÍNTIOS 3.18

É totalmente fora do comum, ver um bosque de 8 a 10 árvores crescidos num prato sobre a mesa. Mas é o que acontece quando vemos um  bonsai.

O bonsai, palavra que significa “árvore de vaso” ou “plantado em bandeja”, é o cultivo de árvores que são originalmente grandes, mas que, com a técnica e a paciência do cultivador, conseguem viver por muitos anos dentro de um prato ou vaso doméstico.

Esta prática originou-se na China, há mais de mil anos. Primeiramente os cultivadores do bonsai saíam à procura de árvores naturalmente pequenas (por não terem se desenvolvido) e que pudessem ser transplantadas para um vaso em sua casa. Mas há 300 ou 400 anos, já não havia tantas árvores anãs para suprir a enorme procura. Em resultado disto, desenvolveu-se a cultura de árvores anãs a partir de sementes.

Esta tradição alcançou o Japão, que a mantém desde o século 12. Neste pequeno país, onde o espaço físico é escasso, a miniaturização de plantas é usada para a formação de coleções de espécies de vegetais destinadas à pesquisa e preservação ambiental.

Interessante é que o bonsai pode reproduzir as características morfológicas de uma árvore em seu ambiente natural, porém, em tamanho muito reduzido, e com a mesma longevidade. Os mais velhos exemplares de que se tem notícia são os pinus negros do Palácio Imperial da China, com 700 anos de idade e apenas 1,20 metros de altura. Se estivessem num bosque natural, chegariam a uma altura de 25 metros!

Tudo o que ocorreria, se o bonsai estivesse na natureza, acontece naquele vaso. Você pode ver as raízes rugosas e mesmo os tocos de galhos mortos, que parecem ter sido quebrados pelo tempo no decorrer dos anos. Qual portanto, é o segredo da técnica do bonsai? Três palavras apenas: estudo, observação e paciência.

É fundamental a periódica poda dos ramos e raízes, aliada à manutenção da planta, em um vaso pequeno e com pouco volume de terra. Nestas condições, a planta não cresce, mas permanece viva e saudável. Devido a poda às raízes, reduz-se a quantidade de citocinina, hormônio do crescimento vegetal. Também pelo fato das raízes serem rasas, há menor produção ainda deste hormônio, mantendo a planta  tão pequena.

Este processo requer extrema paciência e precisão, variando a técnica do cultivo de acordo com o tipo de planta. O cedro, por exemplo, deve ser podado de 2 em 2 anos, a paineira de 6 em 6 meses, e já a maioria das plantas necessita poda anual. Em geral, leva-se 5 anos, no mínimo, para se obter um bonsai legítimo.

Qualquer tipo de arbusto, árvore ou flor pode ser submetido à essa técnica. Entre as árvores brasileiras destacamos o  jacarandá-da-Bahia, o jequitibá-rosa, a jaboticabeira-Sabará e a pitangueira, que pode até dar frutos.

As árvores de proporções maiores necessitam de recursos especiais para serem reduzidas, como arames para puxar tronco e galhos para baixo. O tamanho do bonsai pode variar de acordo com o gosto do criador- em geral de 15 a 60 centímetros. Sua forma obedece a 23 diferentes estilos, baseados na natureza, os quais necessitam de atento estudo e observação do criador aos estilos naturais que se encaixam às características da planta.

De igual forma, precisamos ser pacientes na formação de nosso caráter. Esta obra levará não 1 dia apenas apenas, mas a vida toda, para estar parcialmente concluída. Requer vigilância contra as tentações, estudo da personalidade humana, meditação pessoal, bem como imposição de limites aos desejos naturais da vontade. Muita resignação, paciência consigo mesmo e perseverança. Mas o sucesso é prometido e garantido por Deus à todo aquele que busca a perfeição de seu caráter. Acima de tudo, receberá do Senhor mesmo a coroa da vida eterna, como um prêmio pela vitória alcançada. Jovem: priorize em sua vida a perfeição de seu caráter.

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